quarta-feira, 7 de julho de 2010
Não sei quando minhas contradições me permitirão argumentar em minha própria defesa. Continuo sendo eu e o oposto de mim mesma simultaneamente sem poder ou querer controlar isso. Talvez eu só esteja tentando lhe desintegrar até que você perca o meu sentido. Talvez eu só queira que você conheça sua parcela de culpa na minha ausência em sua vida. É, nem pronomes nos conectam mais. Possessivos e pessoais autenticam o que se consumou. Devo eu parar de escrever sobre você? Devo eu parar com os advérbios extremos ao me referir a você? Nunca. Qualquer hipérbole sempre será eufemismo ao descrevê-lo.
domingo, 4 de julho de 2010
Poupe-me de você por hoje, por favor. Sem ressentimentos ou desentendimentos. Não to afim de me render à sua capacidade de me vencer apenas com sua presença. O que fazer com o fato de eu ter certeza de que tão mau esteja meu humor, tão permeável a você ele estará? Acho que só posso me render, ainda que parcialmente; ainda que em segredo.
sábado, 26 de junho de 2010
Milhares de figuras incomodam e trapaceiam minha óbvia prolixidade e não há quem se atreva a pedir por uma explicação. Talvez eu tenha me cansado das explicações, definições e discussões. Não é que eu tenha perdido informações importantes ou deixado de pensar. Sei que penso mesmo quando não estou pensando, já que a única coisa capaz de me distrair de um pensamento é pensar. Eu apenas dei um tempo em teorias que me distanciam da realidade; da minha realidade.
A minha imagem dividida e fragmentada uniu o que eu jamais quero admitir até admitir. É claro que ainda acredito nos meus defeitos, mas já não conheço seus limites ou conseqüências. Já não sei se eles me deixariam fazer de você algo tão apropriado para mim. Sim, continuo falando sobre você. Falo de você porque você permanece sendo você mesmo depois de eu ter dito que você não é mais. Com tudo que eu juro não jurar mais, remeto a você sempre que algo parece irresistivelmente bom.
Apesar da culpa que não me incomoda, eu não gosto que alguém me faça comparar os efeitos causados sobre mim. Obviamente aprendi a me manter segura, mas isto não significa estar longe de todos os perigos. Uma vez atento ao previsível, se ganha a confiança necessária para ficar vulnerável ao imprevisível.
Por mais que eu pareça ter perdido completamente a noção do que falo e até do que ouso concluir, eu ainda observo pouco de mim apreciando o descuido. Talvez eu esteja me importando com o fato de que já não me importo mais com o que eu penso de mim.
A minha imagem dividida e fragmentada uniu o que eu jamais quero admitir até admitir. É claro que ainda acredito nos meus defeitos, mas já não conheço seus limites ou conseqüências. Já não sei se eles me deixariam fazer de você algo tão apropriado para mim. Sim, continuo falando sobre você. Falo de você porque você permanece sendo você mesmo depois de eu ter dito que você não é mais. Com tudo que eu juro não jurar mais, remeto a você sempre que algo parece irresistivelmente bom.
Apesar da culpa que não me incomoda, eu não gosto que alguém me faça comparar os efeitos causados sobre mim. Obviamente aprendi a me manter segura, mas isto não significa estar longe de todos os perigos. Uma vez atento ao previsível, se ganha a confiança necessária para ficar vulnerável ao imprevisível.
Por mais que eu pareça ter perdido completamente a noção do que falo e até do que ouso concluir, eu ainda observo pouco de mim apreciando o descuido. Talvez eu esteja me importando com o fato de que já não me importo mais com o que eu penso de mim.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Minha vontade concreta é o abstrato. Minha vontade abstrata é fazer tudo que sinto concreto. Meu sonho é devaneio construído pelo vento que entra pela janela de um ônibus. Minha paixão é característica pronta para ser ativada. Minha escrita é incoerente com os padrões e até comigo mesma. Meu livro tem várias páginas em branco já viradas. A música desprende meu corpo de minha alma, tornando qualquer suspiro um pouco de arte. Arte porque contém vida. Arte porque contém paixão. Arte porque rebusca você. Você, sinônimo de prazer e satisfação. Eu, com poucas covardias e muitas datas. Saberia você tudo que já fiz desde o último abraço? Saberia eu que talvez você não seja mais aquele você? Que eu simplesmente posso ter você? Nada nunca fez sentido e jamais fará.
Minha mania é a felicidade. Meu fracasso é a sedução. Minha mentira é a mentira. Minha saudade é a palpitação. Palpitação que deveria me orgulhar e me envergonhar. Palpitação que me conduzia a você que não existe mais. Você, o passado mais belo e perigoso de todos. Você, o presente ausente de futuro.
Minha mania é a felicidade. Meu fracasso é a sedução. Minha mentira é a mentira. Minha saudade é a palpitação. Palpitação que deveria me orgulhar e me envergonhar. Palpitação que me conduzia a você que não existe mais. Você, o passado mais belo e perigoso de todos. Você, o presente ausente de futuro.
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